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Nos trilhos do trem e outras (livro impresso) crônicas: https://editoramultifoco.com.br/loja/product/nos-trilhos-do-trem-e-outras-cronicas/

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Verso e Prosa: poesias para a alma, crônicas para a vida (livro impresso): https://clubedeautores.com.br/livro/verso-e-prosa-2

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CONHECENDO O AUTOR DO BLOG

O professor e escritor Marcos Cortinovis Carvalho nasceu no Rio de Janeiro, na capital, em 1975. Após estabelecer-se profissionalmente como professor, foi morar em Mangaratiba, município da Costa Verde fluminense, onde permaneceu por três anos. Atualmente reside em Itaguaí, município da região metropolitana do Rio de Janeiro, compreendida entre a Baixada Fluminense e a Costa Verde.

Casou-se em 1998, tem dois filhos e um neto. Estudou Direito, mas não chegou a se formar, trancou o curso quando iniciou o quinto ano da faculdade e, em seguida, ingressou no curso de Letras. Fez especialização em Linguística e Língua Portuguesa e cursou Mestrado, cuja pesquisa volta-se à leitura e produção textual de alunos em privação de liberdade.

É professor da Rede Estadual de Ensino do Rio de Janeiro, possui duas matrículas públicas: por uma delas, é lotado em uma escola situada em um presídio, onde, além de lecionar Língua Portuguesa e Literatura, coordena trabalhos extraclasse – o Festival de Música e o Café Literário – os quais visam não apenas o desenvolvimento intelectual dos alunos, mas também a sensibilidade artística deles; por outra matrícula, leciona Português e Literatura em Itaguaí.

Lançou-se pela primeira vez no mundo da literatura como escritor com a obra "Nos trilhos do trem e outras crônicas", em que, além de outros temas, inspira-se no dia a dia do trem suburbano do Rio de Janeiro.

Além disso, inspirou-se em cronistas pelos quais tem grande admiração – Luís Fernando Veríssimo, Stanislaw Ponte Preta, Rubem Braga e Zuenir Ventura – e pretende alçar mais voos no universo literário.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Oração subordinada adverbial

Texto I
Quanto tempo resistimos sem comer nem beber?

Há registros de pessoas que suportaram até 200 dias sem comer, mas esse tempo sempre varia conforme a estatura. Sem água, porém, a resistência é bem menor e o estado de saúde torna-se bastante grave após cerca de 36 horas. Ficar sem comer por um ou dois dias normalmente não ocasiona problemas que possam afetar gravemente a pessoa. Essa situação não costuma causar mais que tonturas e dor de cabeça. “O jejum não tem indicação para ser usado de forma rotineira sob o ponto de vista médico, mas tem sido praticado desde a Antiguidade como preceito religioso para a purificação do espírito”, diz o endocrinologista Danilo Alvarenga de Carvalho. Quando feito sem controle médico, porém, o jejum pode implicar em sérios riscos para a saúde, inclusive levando à morte. Sem a ingestão de alimentos, o organismo começa a queimar suas reservas de energia, principalmente as gorduras.
Depois delas, consome as proteínas que compõem os tecidos. Ficar muito tempo sem se alimentar também provoca diversas alterações metabólicas e hormonais, com perda de vitaminas e sais minerais, alterações da pressão arterial, desmaios e problemas psicológicos. Mas a falta de água é bem mais grave. Um homem de estatura média contém em seu corpo aproximadamente 40 litros de água, necessária para resfriar o corpo.
Além disso, a água transporta as substâncias tóxicas que sobram da nutrição para serem eliminadas pelos rins e intestinos. Numa pessoa saudável, existe um equilíbrio entre a quantidade de líquidos ingeridos e eliminados. A perda desse equilíbrio em poucos dias é o suficiente para matar.
(Superinteressante Especial: Mundo estranho, agosto de 2001. Disponível em https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-quanto-tempo-resistimos-sem-comer-nem-beber-9o-ano/)

1) Identifique a passagem que apresenta a ideia principal do texto:

a) “Há registros de pessoas que suportaram até 200 dias sem comer […]”
b) “Ficar sem comer por um ou dois dias normalmente não ocasiona problemas […]”
c) “[…] o jejum pode implicar em sérios riscos para a saúde, inclusive levando à morte.”

d) “Numa pessoa saudável, existe um equilíbrio entre a quantidade de líquidos ingeridos […]”

2) Em todas as alternativas, são apresentados os problemas mais graves decorrentes do jejum prolongado de alimento, EXCETO em:

a) “tonturas e dor de cabeça”.
b) “perda de vitaminas e sais minerais”.
c) “alterações da pressão arterial”.
d) “desmaios e problemas psicológicos”.

3) Neste trecho “Há registros de pessoas que suportaram até 200 dias sem comer, mas esse tempo sempre varia conforme a estatura”, a oração sublinhada tem valor de quebra de expectativa. Reescreva-a, transformando-a em uma Oração Subordinada Adverbial Concessiva:

4) Explique por que a oração destacada em “Um homem de estatura média contém em seu corpo aproximadamente 40 litros de água, necessária para resfriar o corpo” tem valor semântico de finalidade.

5) Em “Depois delas, consome as proteínas […].”, o pronome destacado substitui:

a) as tonturas e a dor de cabeça.
b) as reservas de energia.
c) as gorduras.
d) as substâncias tóxicas.

6) Na parte “Além disso, a água transporta as substâncias tóxicas que sobram da nutrição […].”, a expressão grifada estabelece uma relação de:

a) continuidade
b) comparação
c) conclusão
d) oposição

Texto II
7) A fala do personagem no primeiro quadrinho apresenta uma oração condicional:

a) Identifique-a:

b) Reescreva-a, usando a conjunção “caso”. Faça as adaptações necessárias:

8) Tirinhas são textos de humor. Em que consiste o humor dessa tirinha? 





Gabarito
1 – c
2 – a
3 - “apesar de esse tempo sempre variar conforme a estatura” (há outras formas de reescrever a oração, usando outras conjunções concessivas)
4 – Ela indica a finalidade de se ter aproximadamente 40 litros de água no corpo de um homem com estatura média.
5 – c
6 – a
7 – a) “Se um dia você usar o Facebook”
b) “Caso um dia você use o Facebook”
8 – O fato de o personagem dirigir-se a um sapo, fazendo crítica ao uso do Facebook.

Orações subordinadas adverbiais e adjetivas

Texto I
Durante anos, dei aulas em diferentes faculdades da Universidade Eduardo Mondlane. Os meus colegas professores queixavam-se da progressiva falta de preparação dos estudantes. Eu notava algo que, para mim, era ainda mais grave:uma cada vez maior distanciação desses jovens em relação ao seu próprio país.
Quando eles saíam de Maputo em trabalhos de campo, esses jovens comportavam-se como se estivessem emigrando para um universo estranho e adverso. Eles não sabiam as línguas, desconheciam os códigos culturais, sentiam-se deslocados e com saudades de Maputo. Alguns sofriam dos mesmos fantasmas dos exploradores coloniais: as feras, as cobras, os monstros invisíveis.
Aquelas zonas rurais eram, afinal, o espaço onde viveram os seus avós, e todos os seus antepassados. Mas eles não se reconheciam como herdeiros desse patrimônio. O país deles era outro. Pior ainda: eles não gostavam desta outra nação. E ainda mais grave: sentiam vergonha de a ela estarem ligados. A verdade é simples: esses jovens estão mais à vontade dentro de um videoclipe de Michael Jackson do que no quintal de um camponês moçambicano.
O que se passa, e isso parece inevitável, é que estamos criando cidadanias diversas dentro de Moçambique. E existem várias categorias: há os urbanos, moradores da cidade alta, esses que foram mais vezes a Nelspruit que aos arredores da sua própria cidade. Depois, há uns que moram na periferia, os da chamada cidade baixa. E há ainda os rurais, os que são uma espécie de imagem desfocada do retrato nacional. Essa gente parece condenada a não ter rosto e falar pela voz de outros.
(A fronteira da cultura, de Mia Couto. Acesso: http://www.cp2.g12.br/blog/cp2digital/files/2018/08/EMRM.pdf)
Vocabulário:
1 – Maputo: capital de Moçambique.
2 – trabalhos de campo: trabalho de pesquisa realizado fora da universidade.
3 – Moçambique: país africano.
4 – Nelspruit: cidade turística da África do Sul.

1) (Colégio Pedro II – 2018) No primeiro parágrafo do Texto, o autor compara suas impressões sobre os estudantes da Universidade Eduardo Mondlane com as impressões que os seus colegas professores tinham desses mesmos estudantes.
Em relação às impressões dos outros professores, é correto afirmar que o autor:

a) concorda com eles, pois todos consideravam os alunos despreparados.
b) discorda deles, pois o autor considerava os jovens distanciados do seu país.
c) concorda com eles, pois todos consideravam os jovens estrangeiros na própria nação.
d) discorda deles, pois o autor considerava os alunos parecidos com exploradores coloniais.

2) (Colégio Pedro II – 2018) Ainda no primeiro parágrafo do Texto I, Mia Couto apresenta sua tese a respeito do comportamento dos jovens para os quais dava aula.
Em relação a esse posicionamento, o segundo parágrafo cumpre a função de:

a) identificar a causa do comportamento observado.
b) oferecer um exemplo do comportamento observado.
c) fazer uma comparação em relação ao comportamento observado.
d) apresentar uma circunstância oposta ao comportamento observado.

3) Leia: “Quando eles saíam de Maputo em trabalhos de campo”. Que classificação essa oração deve receber? Explique sua resposta.

4) (Colégio Pedro II – 2018) Releia o seguinte trecho do Texto I: “Quando eles saíam de Maputo em trabalhos de campo, esses jovens comportavam-se como se estivessem emigrando para um universo estranho e adverso. Eles não sabiam as línguas, desconheciam os códigos culturais, sentiam-se deslocados e com saudades de Maputo.”
Uma reescrita coerente com a relação mantida entre os dois períodos do trecho destacado pode ser encontrada em:

a) [...] à medida que eles não sabiam as línguas, desconheciam os códigos culturais, sentiam- se deslocados e com saudades de Maputo.
b) [...] apesar de eles não saberem as línguas, desconhecerem os códigos culturais, sentirem-se deslocados e com saudades de Maputo.
c) [...] uma vez que eles não sabiam as línguas, desconheciam os códigos culturais, sentiam-se deslocados e com saudades de Maputo.
d) [...] caso eles não soubessem as línguas, desconhecessem os códigos culturais, sentissem-se deslocados e com saudades de Maputo.

5) Na frase “Aquelas zonas rurais eram, afinal, o espaço onde viveram os seus avós”, a palavra destacada é pronome relativo, pois se refere a um termo anterior. Que termo anterior é esse?

Texto II
Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. 
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.

6) O texto se inicia com o seguinte enunciado: “Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas”. Nele existem duas orações subordinadas:

a) Identifique-as:

b) Qual a classificação dessas orações?

7) (Colégio Pedro II – 2017) No segundo parágrafo do texto II, o autor faz a seguinte afirmação: “Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser.”
Mantendo o sentido do texto, é possível reescrever essa frase do seguinte modo:

a) Já que estão engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser.
b) Para que sejam engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser.
c) Embora estejam engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser.
d) A menos que estejam engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser

8) (Colégio Pedro II – 2017) Releia a seguinte frase do Texto II: “ Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros.”
Analisando o sentido que as palavras “voo” e “pássaros” assumem ao longo do texto, conclui-se que elas representam, respectivamente:

a) raciocínio lógico e professores.
b) experiências e professores.
c) autonomia e estudantes.
d) deveres e estudantes.

9) No terceiro parágrafo, o pronome “elas” aparece duas vezes. A quem esse pronome faz referência no texto? 

10) Considere o contexto geral do texto II e diga qual a mensagem contida nele.





Gabarito
1 – b
2 – b
3 – Oração Subordinada Adverbial Temporal, pois a conjunção “quando” indica o momento da saída de Maputo para os trabalhos no campo.
4 – c
5 – Refere-se a “espaço”.
6 – a) “que são gaiolas” e “que são asas”.
b) Ambas são orações subordinadas adjetivas restritivas.
7 – a
8 – c
9 – Refere-se a “escolas”.
10 – A existência de escolas que aprisionam o pensamento (gaiolas) e escolas que asseguram a liberdade de pensamento (asas).

sábado, 30 de novembro de 2019

Intertextualidade

1) (ENEM – 2003)


(Operários, 1933, óleo sobre tela, 150x205 cm, (P122). Tarsila do Amaral)

Desiguais na fisionomia, na cor e na raça, o que lhes assegura identidade peculiar, são iguais enquanto frente de trabalho. Num dos cantos, as chaminés das indústrias se alçam verticalmente. No mais, em todo o quadro, rostos colados, um ao lado do outro, em pirâmide que tende a se prolongar infinitamente, como mercadoria que se acumula, pelo quadro afora.
(Nádia Gotlib. Tarsila do Amaral, a modernista.)

O texto aponta no quadro de Tarsila do Amaral um tema que também se encontra nos versos transcritos em:

a) “Pensem nas meninas/ Cegas inexatas/ Pensem nas mulheres/ Rotas alteradas.” (Vinícius de Moraes)
b) “Somos muitos severinos/ iguais em tudo e na sina:/ a de abrandar estas pedras/ suando-se muito em cima.” (João Cabral de Melo Neto)
c) “O funcionário público não cabe no poema/ com seu salário de fome/ sua vida fechada em arquivos.” (Ferreira Gullar)
d) “Não sou nada./ Nunca serei nada./ Não posso querer ser nada./À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.” (Fernando Pessoa)
e) “Os inocentes do Leblon/ Não viram o navio entrar (...)/ Os inocentes, definitivamente inocentes/ tudo ignoravam,/ mas a areia é quente, e há um óleo suave que eles passam pelas costas, e aquecem.” (Carlos Drummond de Andrade)

2) (ENEM – 2007)
Texto I

Álcool, crescimento e pobreza
O lavrador de Ribeirão Preto recebe em média R$ 2,50 por tonelada de cana cortada. Nos anos 80, esse trabalhador cortava cinco toneladas de cana por dia. A mecanização da colheita o obrigou a ser mais produtivo. O corta-cana derruba agora oito toneladas por dia. O trabalhador deve cortar a cana rente ao chão, encurvado. Usa roupas mal-ajambradas, quentes, que lhe cobrem o corpo, para que não seja lanhado pelas folhas da planta. O excesso de trabalho causa a birola: tontura, desmaio, cãibra, convulsão. A fim de aguentar dores e cansaço, esse trabalhador toma drogas e soluções de glicose, quando não farinha mesmo. Tem aumentado o número de mortes por exaustão nos canaviais. O setor da cana produz hoje uns 3,5% do PIB. Exporta US$ 8 bilhões. Gera toda a energia elétrica que consome e ainda vende excedentes. A indústria de São Paulo contrata cientistas e engenheiros para desenvolver máquinas e equipamentos mais eficientes para as usinas de álcool. As pesquisas, privada e pública, na área agrícola (cana, laranja, eucalipto etc.) desenvolvem a bioquímica e a genética no país.
[Folha de S. Paulo, 11/3/2007 (com adaptações)]

Texto II

ÁLCOOL: O MUNDO DE OLHO EM NOSSA TECNOLOGIA




















— Ah, fico meio encabulado em ter de comer com a mão diante de tanta gente!
(ANGELI Folha de S. Paulo, 25/3/2007)

a) a charge contradiz o texto ao mostrar que o Brasil possui tecnologia avançada no setor agrícola.
b) a charge e o texto abordam, a respeito da cana-de-açúcar brasileira, duas realidades distintas e sem relação entre si.
c) o texto e a charge consideram a agricultura brasileira avançada, do ponto de vista tecnológico.
d) a charge mostra o cotidiano do trabalhador, e o texto defende o fim da mecanização da produção da cana- de- açúcar no setor sucroalcooleiro.
e) o texto mostra disparidades na agricultura brasileira, na qual convivem alta tecnologia e condições precárias de trabalho, que a charge ironiza.


3) (ENEM – 2011)











O anúncio publicitário está intimamente ligado ao ideário de consumo quando sua função é vender um produto. No texto apresentado, utilizam-se elementos linguísticos e extralinguísticos para divulgar a atração “Noites do Terror”, de um parque de diversões. O entendimento da propaganda requer do leitor:

a) A identificação com o público-alvo a que se destina o anúncio.
b) A avaliação da imagem como uma sátira às atrações de terror.
c) A atenção para a imagem da parte do corpo humano selecionada aleatoriamente.
d) O reconhecimento do intertexto entre a publicidade e um dito popular.
e) A percepção do sentido literal da expressão “noites do terror”, equivalente à expressão “noites de terror”.










GABARITO
1 - B 
2 - E 
3 - D 

Uso da Vírgula

O texto I serve de base às questões 1, 2 e 3.

Texto I
Encontrando base em argumentos supostamente científicos, o mito do sexo frágil contribuiu historicamente para controlar as práticas corporais desempenhadas pelas mulheres. Na história do Brasil, exatamente na transição entre os séculos XIX e XX, destacam-se os esforços para impedir a participação  da mulher no campo das práticas esportivas. As desconfianças em relação à presença da mulher no esporte estiveram culturalmente associadas ao medo de masculinizar o corpo feminino pelo esforço físico intenso. Em relação ao futebol feminino, o mito do sexo frágil atuou como obstáculo ao consolidar a crença de que o esforço físico seria  inapropriado para proteger a feminilidade da mulher “normal”. Tal mito sustentou um forte movimento contrário à aceitação do futebol como prática esportiva feminina. Leis e propagandas buscaram desacreditar o futebol, considerando-o inadequado à delicadeza. Na verdade, as mulheres eram consideradas incapazes de se adequar às múltiplas dificuldades do “esporte-rei”.
[TEIXEIRA, F L. S.; CAMINHA, I. O. Preconceito no futebol feminino: uma revisão sistemática. Movimento, Porto Alegre, n. 1,2013 (adaptado)] 

1) (ENEM- 2018) No contexto apresentado, a relação entre a prática do futebol e as mulheres é caracterizada por um:

a) argumento biológico para justificar desigualdades históricas e sociais.
b) discurso midiático que atua historicamente na desconstrução do mito do sexo frágil.
c) apelo para a preservação do futebol como uma modalidade praticada apenas pelos homens.
d) olhar feminista que qualifica o futebol como uma atividade masculinizante para as mulheres.
e) receio de que sua inserção subverta o “esporte-rei” ao demonstrarem suas capacidades de jogo.

2) No trecho “Na história do Brasil, exatamente na transição entre os séculos XIX e XX, destacam-se os esforços para impedir a participação da mulher no campo das práticas esportivas”, o uso da primeira vírgula é justificado por:

a) isolar termos de mesma função sintática
b) isolar aposto
c) isolar vocativo
d) separar orações
e) isolar advérbios

3) Em “Na verdade, as mulheres eram consideradas incapazes de se adequar às múltiplas dificuldades do “esporte-rei”, o termo sublinhado é uma locução adverbial, portanto o uso da vírgula, nesse caso, é:
a) opcional
b) obrigatório
c) uma questão estilística
d) característica do autor
e) inadequado

O texto I serve de base às questões 4 e 5.

ABL lança novo concurso cultural:
“Conte o conto sem aumentar um ponto”

Em razão da grande repercussão do concurso de Microcontos do Twitter da ABL, o Abletras, a Academia Brasileira de Letras lançou no dia do seu aniversário de 113 anos um novo concurso cultural intitulado “Conte o conto sem aumentar um ponto”, baseado na obra A cartomante, de Machado de Assis.
“Conte o conto sem aumentar um ponto” tem como objetivo dar um final distinto do original ao conto A cartomante, de Machado de Assis, utilizando-se o mesmo número de caracteres – ou inferior – que Machado concluiu seu trabalho, ou seja, 1 778 caracteres.
Vale ressaltar que, para participar do concurso, o concorrente deverá ser seguidor do Twitter da ABL, o Abletras.
[Disponível em: www.academia.org.br. Acesso em: 18 out. 2015 (adaptado)]

4) (ENEM – 2018) O Twitter é reconhecido por promover o compartilhamento de textos. Nessa notícia, essa rede social foi utilizada como veículo/suporte para um concurso literário por causa do(a):

a) limite predeterminado de extensão do texto.
b) interesse pela participação de jovens.
c) atualidade do enredo proposto.
d) fidelidade a fatos cotidianos.
e) dinâmica da sequência narrativa.

5) A vírgula indica as pausas breves que usamos nas falas. No entanto, mais que isso, ela deve estar em acordo com as relações sintáticas dos enunciados nas orações. Sendo assim, indique a opção em que a vírgula foi usada para isolar expressão explicativa:

a) “Em razão da grande repercussão do concurso de Microcontos do Twitter da ABL, o Abletras, a Academia Brasileira de Letras lançou no dia do seu aniversário de 113 anos” 
b) “baseado na obra A cartomante, de Machado de Assis”
c) “tem como objetivo dar um final distinto do original ao conto A cartomante, de Machado de Assis, utilizando-se o mesmo número de caracteres...”
d) “utilizando-se o mesmo número de caracteres – ou inferior – que Machado concluiu seu trabalho, ou seja, 1 778 caracteres”
e) Vale ressaltar que, para participar do concurso, o concorrente deverá ser seguidor do Twitter da ABL”


GARITO

1 – A 
2 – E
3 – B
4 – A
5 – D

Conjunções

1) Leia a manchete do jornal abaixo:




















A conjunção “mas” une duas orações estabelecendo entre elas uma ideia de quebra de expectativa, que é percebida, pois:

a) Se os crimes crescem, as investigações tendem a diminuir.
b) Se os crimes crescem, as investigações deveriam aumentar.
c) Se os crimes crescem, é sinal de que não há investigação.
d) Já que as investigações diminuem, os crimes deveriam igualmente diminuir.
e) Os crimes aumentam na mesma proporção que as investigações diminuem.

2) Considere a sentença abaixo:

“Marcos enfrentou congestionamento no trânsito e perdeu o início da reunião.”

As duas orações do período estão unidas pela conjunção “e”, que, nesse caso, atribui valor semântico de adição. Além disso, esse enunciado poderia ser reescrito com sentido de conclusão da seguinte forma:

a) Marcos enfrentou congestionamento no trânsito, porque perdeu o início da reunião.
b) Marcos enfrentou congestionamento no trânsito, porém perdeu o início da reunião.
c) Ora Marcos enfrentou congestionamento no trânsito, Ora perdeu o início da reunião.
d) Marcos não só enfrentou congestionamento no trânsito, mas também perdeu o início da reunião.
e) Marcos enfrentou congestionamento no trânsito, portanto perdeu o início da reunião.

3)
Tarefa

Morder o fruto amargo e não cuspir
Mas avisar aos outros quanto é amargo
Cumprir o trato injusto e não falhar
Mas avisar aos outros quanto é injusto
Sofrer o esquema falso e não ceder
Mas avisar aos outros quanto é falso
Dizer também que são coisas mutáveis…
E quando em muitos a não pulsar
— do amargo e injusto e falso por mudar —
então confiar à gente exausta o plano
de um mundo novo e muito mais humano.
(CAMPOS, G. Tarefa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1981)

Na organização do poema, os empregos da conjunção “mas” articulam, para além de sua função sintática:

a) a ligação entre verbos semanticamente semelhantes.
b) a oposição entre ações aparentemente inconciliáveis.
c) a introdução do argumento mais forte de uma sequência.
d) o reforço da causa apresentada no enunciado introdutório.
e) a intensidade dos problemas sociais presentes no mundo.

4)
O Segundo Sol

Quando o segundo sol chegar
Para realinhar as órbitas dos planetas
Derrubando com assombro exemplar
O que os astrônomos diriam
Se tratar de um outro cometa
Não digo que não me surpreendi
Antes que eu visse você disse
E eu não pude acreditar
Mas você pode ter certeza
(…)
(Cássia Eller)

Na primeira estrofe da letra de música “O Segundo Sol”, há duas conjunções subordinativas que, respectivamente, dão ideia de:

a) causa e modo.
b) tempo e modo.
c) tempo e causa.
d) modo e finalidade.
e) tempo e finalidade.

5) (Enem-2014)
Miss Universo: "As pessoas racistas devem procurar ajuda"

SÃO PAULO - Leila Lopes, de 25 anos, não é a primeira negra a receber a faixa de Miss Universo. A primazia coube a Janelle "Penny" Commissiong, de Trinidad e Tobago, vencedora do concurso em 1977. Depois dela vieram Chelsi Smith, dos Estados Unidos, em 1995; Wendy Fitzwilliam, também de Trindad e Tobago, em 1998, e Mpule Kwelagobe, de Botswana, em 1999. Em 1986, a gaúcha Deise Nunes, que foi a primeira negra a se eleger Miss Brasil, ficou em sexto lugar na classificação geral. Ainda assim a estupidez humana faz com que, vez ou outra, surjam manifestações preconceituosas como a de um site brasileiro que, às vésperas da competição, e se valendo do anonimato de quem o criou, emitiu opiniões do tipo "Como alguém consegue achar uma preta bonita?" Após receber o título, a mulher mais linda do mundo - que tem o português como língua materna e também fala fluentemente o inglês - disse o que pensa de atitudes como essa e também sobre como sua conquista pode ajudar os necessitados de Angola e de outros países.
[COSTA, D. Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em: 10 set 2011 (adaptado)]

O uso da expressão “ainda assim” presente nesse texto tem como finalidade:

a) criticar o teor das informações fatuais até ali veiculadas.
b) questionar a validade das ideias apresentadas anteriormente.
c) comprovar a veracidade das informações expressas anteriormente.
d) introduzir argumentos que reforçam o que foi dito anteriormente.
e) enfatizar a contradição entre o que é dito antes e o que vem em seguida.


GARITO

1 – B 
2 – E
3 – B
4 – E
5 – E


Figuras de linguagem

1) (ENEM – INEP  -Adaptada) Na estruturação do texto, destaca-se:

Canção do vento e da minha vida

O vento varria as folhas,
O vento varria os frutos,
O vento varria as flores...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.

[...]

O vento varria os sonhos
E varria as amizades...
O vento varria as mulheres...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres.

O vento varria os meses
E varria os teus sorrisos...
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De tudo.
(BANDEIRA, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1967)

a) a construção de oposições de ideias.
b) a apresentação de ideias de forma objetiva.
c) o emprego recorrente de figuras de linguagem, como o eufemismo.
d) a repetição de sons consonantais e de construções sintáticas semelhantes.
e) a inversão da ordem sintática das palavras, ou seja, o uso de hipérbato.

2) Na sentença: “Este seu Guignard é falso ou verdadeiro?”, o nome do pintor Guignard é empregado como uma referência para um quadro do mesmo pintor, ou seja, uma metonímia. Sendo assim, assinale a alternativa em que o uso desse nome tem a mesma função:

a) “Mas me diga só uma coisa: viu Guignard pintar este quadro?”
b) “Qualquer um vê logo que se trata de Guignard autêntico, Guignard da melhor época.”
c)“Guignard tinha alunos; e daí?”
d) “Eu não duvido nada, só que existem por aí uns cinquenta quadros falsos de Guignard, e então...”
e) Esses quadros de Guignard são autênticos e serão expostos na galeria.

3) Leia a tirinha:









O humor da tirinha é construído sobre o que o personagem Armando tem como preferência. A fim de corroborar com isso, foi utilizada uma figura de linguagem identificada como:

a) Comparação, devido à aproximação de elementos de universos diferentes, através do uso do termo “como”
b) Metáfora, pois no texto “amor” é exemplificado com a “flor” e com o “carro”
c) Metonímia, no que se refere em  “o todo pela parte”, pois, na tirinha em análise, o “amor” é o todo, e a “flor” e o “carro” são a parte.
d) Aliteração, devido à repetição do som consonantal /r/ - amor, flor, for, regada, murcha e morre.
e) Eufemismo, pois há o abrandamento do conceito de amor, em sua semelhança com a flor.

4)
Levantados do chão
(Chico Buarque de Hollanda)

Como então? Desgarrados da terra?
Como assim? Levantados do chão?
Como embaixo dos pés uma terra
Como água escorrendo da mão? [...]

Como assim? Levitante colono?
Pasto aéreo? Celeste curral?.
Um rebanho nas nuvens? Mas como?
Boi alado? Alazão sideral? [...]

As imagens da última estrofe constroem-se através da combinação de substantivos com adjetivos, pertencentes aos campos semânticos de ar e de terra. A maneira como esses campos semânticos estão combinados resulta:

a) em imagens contraditórias, expressas numa figura de linguagem, o paradoxo.
a) em imagens opostas, expressas numa figura de linguagem, a antítese.
a) em imagens amenizadas, expressas numa figura de linguagem, o eufemismo.
a) em sensações sonoras, expressas numa figura de linguagem, a aliteração.
a) em imagens exageradas, expressas numa figura de linguagem, a hipérbole.

5)
Eu nasci há dez mil anos atrás
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
(...)
Eu vi a arca de Noé cruzar os mares
Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares
Eu vi Zumbi fugir com os negros pra floresta
Pro Quilombo dos Palmares, eu vi
(...)
Eu fui testemunha do amor de Rapunzel
Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu
E pr’aquele que provar que eu tô mentindo
Eu tiro o meu chapéu.
(Eu nasci há dez mil anos atrás, Paulo Coelho e Raul Seixas. LP, Há dez mil anos atrás, Philips, 1976)

Na letra da canção de Raul Seixas, há um eu lírico que, para mostrar a sua vasta experiência de vida, expressa-se por meio do uso da figura de linguagem denominada:

a) Metonímia
b) Hipérbole
c) Polissíndeto
d) Hipérbato
e) Antítese










GARITO

1 – D 
2 – B
3 – A
4 – A
5 – B

Aposto e Vocativo

Leia o texto 1 e faça as questões 1 e 2:

Texto 1

A historinha transcrita abaixo foi publicada na seção Humor de uma revista:

A professora Maria do Rosário passou a lição de casa: fazer uma redação com o tema "mãe só tem uma".
no dia seguinte, cada aluno leu a sua redação. todas mais ou menos dizendo as mesma coisas: a mãe nos amamenta, é carinhosa, é a rosa mais linda...
Portanto, mãe só tem uma...
Ai chegou a vez do Juquinha ler a sua redação: "Domingo foi visita lá em casa. As visitas ficaram na sala. Elas ficaram com sede e minha mãe pediu pra mim buscar uma Coca-Cola na cozinha. Eu abri a geladeira e gritei: 
"-mãe, só tem uma!" 
(texto adaptado. Viaje bem – Revista de Bordo da VASP)

1) Essa piada baseia-se nas interpretações diferentes de (I) “Mãe só tem uma” e (II) “Mãe, só tem uma”.
Compare esses dois enunciados com base na análise das relações sintáticas que se estabelecem entre as palavras, assim pode-se concluir que:

a) ambas têm o mesmo sentido, sendo o termo “mãe” o sujeito em ambas as orações.
b) a presença da vírgula em (II) cria o vocativo “mãe”, que é interpelada pelo filho.
c) em (I) há um aposto especificador, o que é justificado pela ausência da vírgula.
d) na frase (II), a virgula marca a presença de um aposto explicativo.
e) nas duas situações, o termo “mãe” é vocativo. A presença e a ausência da vírgula é mero estilo de escrever do autor.

2) O aposto especificador é utilizado com o intuito de individualizar ou especificar um termo genérico empregado na oração. Esse recurso sintático está presente na oração:

a) “A professora Maria do Rosário passou a lição de casa”
b) “no dia seguinte, cada aluno leu a sua redação”
c) “a mãe nos amamenta, é carinhosa, é a rosa mais linda...”
d) “Portanto, mãe só tem uma...”
e) “Aí chegou a vez do Juquinha ler a sua redação”

O texto 2 serve de base para as questões 3 e 4.

Texto 2

Dois vocativos
(Adélia Prado)

“A maravilha dá de três cores:
branca, lilás e amarela,
seu outro nome é bonina.
Eu sou de três jeitos:
alegre, triste e mofina,
mas meu outro nome eu não sei.
Ó mistério profundo!
Ó amor!”
(O coração disparado. Rio de Janeiro: Record, 2006, p.19)

3) O eu lírico representado pelo poema, explicita informações tendo como referência dois elementos, cuja identificação não é retratada. No entanto o contexto permite concluir que esses elementos são:

a) uma flor e uma pessoa
b) uma maravilha e um mistério
c) uma bonina e um amor
d) um alegre e um triste
e) uma branca e uma lilás

4) Os versos 1 e 4 encerram com dois-pontos. Os versos seguintes a esse sinal de pontuação exercem função sintática de aposto que, nesse poema, tem o objetivo de:

a) explicar um termo
b) especificar um termo
c) resumir um termo
d) complementar um termo
e) enumerar um termo

5) O texto a seguir é parte da obra “Marília de Dirceu”, do poeta arcadista Tomás Antônio Gonzaga:

“Minha bela Marília, tudo passa,
A sorte deste mundo é mal segura
Se vem depois dos males a ventura
Vem depois dos prazeres a desgraça”

Na obra, observa-se um eu lírico que interpela a sua amada. O recurso sintático usado para essa finalidade é:

a) o vocativo “tudo passa”
b) o vocativo “Minha bela Marília”
c) o aposto explicativo “tudo passa”
d) o aposto especificativo “deste mundo”
e) o aposto enumerativo “prazeres” e “desgraça”







GARITO

1 – B 
2 – A
3 – A
4 – E
5 – B

Advérbio

Texto 1

Cidadezinha qualquer
(Carlos Drummond de Andrade)

Casas entre bananeiras 
mulheres entre laranjeiras 
pomar, amor, cantar.

Um homem vai devagar. 
Um cachorro vai devagar. 
Um burro vai devagar. 
Devagar... as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus.

1) A mesma oração se repete nos versos 4, 5 e 6, mudando apenas o sujeito. Com base no próprio poema, a intenção contida na repetição é:

a)  demonstrar que a cidade é bem agitada.
b) reforçar a ideia de monotonia da cidade.  
c) demonstrar que várias pessoas praticam a mesma ação na cidade.
d) reforçar o tom de insatisfação dos moradores da cidade.
e) Transmitir ideia de união, uma vez que os habitantes praticam a mesma ação.

2)  Os advérbios são classes de palavras responsáveis por indicar a circunstância em que se dá uma ação verbal. Nesse sentido, pode-se observar que, na segunda estrofe,  há a repetição de um mesmo advérbio, cuja função no texto é:

a) imprimir circunstância de tempo em relação à ação verbal.
a) imprimir circunstância de intensidade em relação à ação verbal.
a) imprimir circunstância de afirmação em relação à ação verbal.
a) imprimir circunstância de lugar em relação à ação verbal.
e) imprimir circunstância de modo em relação à ação verbal.

3) Os advérbios usados na primeira estrofe – “entre bananeiras” e “entre laranjais” –, além da sua função primária de indicar a circunstância da ação do verbo, assumem outra função especial nesse texto, que é:

a) contribuir com a caracterização da cidade
b) apenas de indicar circunstancia de lugar
c) atribuir valor semântico de afirmação aos versos
d) contribuir com a intensificação em que ocorrem as ações no texto
e) auxiliar na construção do sentido dos termos “bananeiras” e “laranjeiras”

4) (UNIFESP-2010) Considere a charge e as afirmações.


I. O advérbio já, indicativo de tempo, atribui à frase o sentido de mudança;

II. Entende-se pela frase da charge que a população de idosos atingiu um patamar inédito no país;
III. Observando a imagem, tem-se que a fila de velhinhos esperando um lugar no banco sugere o aumento de idosos no país.

Está correto o que se afirma em:

a) I apenas.
b) II apenas.
c) I e II apenas.
d) II e III apenas.
e) I, II e III.

Texto 2
Soneto de fidelidade
(Vinicius de Moraes)

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

5) No segundo verso do poema, no qual o poeta mostra como tratará o seu amor, as expressões “com tal zelo”, “sempre” e “tanto” dão, respectivamente, ideia de

a) modo - intensidade - modo.
b) modo - tempo - intensidade.
c) tempo - tempo - modo.
d) finalidade - tempo - modo.
e) finalidade - modo - intensidade









GARITO

1 – B 
2 – E
3 – A
4 – E
5 – B



Funções da linguagem


1) (ENEM – 2010) “A biosfera, que reúne todos os ambientes onde se desenvolvem os seres vivos, se divide em unidades menores chamadas ecossistemas, que podem ser uma floresta, um deserto e até um lago. Um ecossistema tem múltiplos mecanismos que regulam o número de organismos dentro dele, controlando sua reprodução, crescimento e migrações”
(DUARTE, M. O guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995)

Predomina, no texto, a função da linguagem:

a) emotiva, porque o autor expressa seu sentimento em relação à ecologia.
b) fática, porque o texto testa o funcionamento do canal de comunicação.
c) poética, porque o texto chama a atenção para os recursos de linguagem.
d) conativa, porque o texto procura orientar comportamentos do leitor.
e) referencial, porque o texto trata de noções e informações conceituais.

2) (ENEM – 2009)
Canção do vento e da minha vida

O vento varria as folhas,
O vento varria os frutos,
O vento varria as flores...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.

[...]

O vento varria os sonhos
E varria as amizades...
O vento varria as mulheres...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres.
O vento varria os meses
E varria os teus sorrisos...
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De tudo.
(BANDEIRA, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1967)

Predomina, no texto, a função da linguagem:

a) fática, porque o autor procura testar o canal de comunicação.
b) metalinguística, porque há explicação do significado das expressões.
c) conativa, uma vez que o leitor é provocado a participar de uma ação.
d) referencial, já que são apresentadas informações sobre acontecimentos e fatos reais.
e) poética, pois chama-se a atenção para a elaboração especial e artística da estrutura do texto.

3) (ENEM – 2013)
Lusofonia
rapariga: s.f., fem. de rapaz: mulher nova; moça; menina; (Brasil), meretriz.

Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada no café, em frente da chávena de café, enquanto alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra rapariga não quer dizer o que ela diz em Portugal. Então, terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café, a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga que alisa os cabelos com a mão, num café de Lisboa, não fique estragada para sempre quando este poema atravessar o atlântico para desembarcar no rio de janeiro. E isto tudo sem pensar em África, porque aí lá terei de escrever sobre a moça do café, para evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é uma palavra que já me está a pôr com dores de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria era escrever um poema sobre a rapariga do café. A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma rapariga se pode sentar à mesa porque só servem café ao balcão.
(JÚDICE, N. Matéria do Poema. Lisboa: D. Quixote, 2008)

O texto traz em relevo as funções metalinguística e poética. Seu caráter metalinguístico justifica-se pela:

a) discussão da dificuldade de se fazer arte inovadora no mundo contemporâneo.
b) defesa do movimento artístico da pós-modernidade, típico do século XX.
c) abordagem de temas do cotidiano, em que a arte se volta para assuntos rotineiros.
d) tematização do fazer artístico, pela discussão do ato de construção da própria obra.
e) valorização do efeito de estranhamento causado no público, o que faz a obra ser reconhecida.

4) (UFV-2005) Leia as passagens abaixo, extraídas de São Bernardo, de Graciliano Ramos:

I. Resolvi estabelecer-me aqui na minha terra, município de Viçosa, Alagoas, e logo planeei adquirir a propriedade S. Bernardo, onde trabalhei, no eito, com salário de cinco tostões.
II. Uma semana depois, à tardinha, eu, que ali estava aboletado desde meio-dia, tomava café e conversava, bastante satisfeito.
III. João Nogueira queria o romance em língua de Camões, com períodos formados de trás para diante.
IV. Já viram como perdemos tempo em padecimentos inúteis? Não era melhor que fôssemos como os bois? Bois com inteligência. Haverá estupidez maior que atormentar-se um vivente por gosto? Será? Não será? Para que isso? Procurar dissabores! Será? Não será?
V. Foi assim que sempre se fez. [respondeu Azevedo Gondim] A literatura é a literatura, seu Paulo. A gente discute, briga, trata de negócios naturalmente, mas arranjar palavras com tinta é outra coisa. Se eu fosse escrever como falo, ninguém me lia.

Assinale a alternativa em que ambas as passagens demonstram o exercício de metalinguagem em São Bernardo:

a) III e V.
b) I e II.
c) I e IV.
d) III e IV.
e) II e V.

5) (ENEM – 2012)
Desabafo

Desculpem-me, mas não dá pra fazer uma cronicazinha divertida hoje. Simplesmente não dá. Não tem como disfarçar: esta é uma típica manhã de segunda-feira. A começar pela luz acesa da sala que esqueci ontem à noite. Seis recados para serem respondidos na secretária eletrônica. Recados chatos. Contas para pagar que venceram ontem. Estou nervoso. Estou zangado.
[CARNEIRO, J. E. Veja, 11 set. 2002 (fragmento)]

Nos textos em geral, é comum a manifestação simultânea de várias funções da linguagem, com o predomínio, entretanto, de uma sobre as outras. No fragmento da crônica Desabafo, a função da linguagem predominante é a emotiva ou expressiva, pois

a) o discurso do enunciador tem como foco o próprio código.
b) a atitude do enunciador se sobrepõe àquilo que está sendo dito.
c) o interlocutor é o foco do enunciador na construção da mensagem.
d) o referente é o elemento que se sobressai em detrimento dos demais.
e) o enunciador tem como objetivo principal a manutenção da comunicação.

GARITO

1 – E 
2 – E
3 – D
4 – A
5 – B