MEUS LIVROS

Pessoal, tenho dois livros lançados. Para adquiri-los acesse os links a seguir:

Nos trilhos do trem e outras (livro impresso) crônicas: https://editoramultifoco.com.br/loja/product/nos-trilhos-do-trem-e-outras-cronicas/

Verso e Prosa: poesias para a alma, crônicas para a vida (versão e-book): https://www.amazon.com.br/Verso-Prosa-Poesias-para-cr%C3%B4nicas-ebook/dp/B08ZY24DPG/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&dchild=1&keywords=verso+e+prosa&qid=1618406411&sr=8-1

Verso e Prosa: poesias para a alma, crônicas para a vida (livro impresso): https://clubedeautores.com.br/livro/verso-e-prosa-2

O QUE VOCÊ PROCURA NESTE BLOG?

CONHECENDO O AUTOR DO BLOG

O professor e escritor Marcos Cortinovis Carvalho nasceu no Rio de Janeiro, na capital, em 1975. Após estabelecer-se profissionalmente como professor, foi morar em Mangaratiba, município da Costa Verde fluminense, onde permaneceu por três anos. Atualmente reside em Itaguaí, município da região metropolitana do Rio de Janeiro, compreendida entre a Baixada Fluminense e a Costa Verde.

Casou-se em 1998, tem dois filhos e um neto. Estudou Direito, mas não chegou a se formar, trancou o curso quando iniciou o quinto ano da faculdade e, em seguida, ingressou no curso de Letras. Fez especialização em Linguística e Língua Portuguesa e cursou Mestrado, cuja pesquisa volta-se à leitura e produção textual de alunos em privação de liberdade.

É professor da Rede Estadual de Ensino do Rio de Janeiro, possui duas matrículas públicas: por uma delas, é lotado em uma escola situada em um presídio, onde, além de lecionar Língua Portuguesa e Literatura, coordena trabalhos extraclasse – o Festival de Música e o Café Literário – os quais visam não apenas o desenvolvimento intelectual dos alunos, mas também a sensibilidade artística deles; por outra matrícula, leciona Português e Literatura em Itaguaí.

Lançou-se pela primeira vez no mundo da literatura como escritor com a obra "Nos trilhos do trem e outras crônicas", em que, além de outros temas, inspira-se no dia a dia do trem suburbano do Rio de Janeiro.

Além disso, inspirou-se em cronistas pelos quais tem grande admiração – Luís Fernando Veríssimo, Stanislaw Ponte Preta, Rubem Braga e Zuenir Ventura – e pretende alçar mais voos no universo literário.

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Romantismo


1) Identifique características da estética romântica nos poemas a seguir:

a)
Amemos! Quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu’alma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!
(Amor – Álvares de Azevedo)

b)
Eu amo a doce virgem pensativa,
Em cujo rosto a palidez se pinta,
Como nos céus a matutina estrela!
A dor lhe há desbotado a cor das faces,
E o sorriso que lhe roça os lábios
Murcha ledo sorrir nos lábios doutrem.
(Sempre ela – Gonçalves Dias)

c)
Meu canto de morte,
guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
nas selvas cresci,
Guerreiros, descendo
Da tribo Tupi.
(I-Juca-Pirama – Gonçalves Dias)

d)
Ri, criança, a vida é curta,
O sonho dura um instante.
Depois... o cipreste esguio
Mostra a cova ao viandante!

A vida é triste — quem nega?
— Nem vale a pena dizê-lo.
Deus a parte entre seus dedos
Qual um fio de cabelo!
(Risos – Casimiro de Abreu)

e)
Ó Guerreiros da Taba sagrada,
Ó Guerreiros da Tribo Tupi,
Falam Deuses nos cantos do Piaga,
Ó Guerreiros, meus cantos ouvi.
Esta noite — era a lua já morta —
Anhangá me vedava sonhar;
Eis na horrível caverna, que habito,
Rouca voz começou-me a chamar.
(Canto do Piaga – Gonçalves Dias)





GABARITO

a) Sentimentalismo exagerado / idealização do amor
b) Idealização da mulher
c) Idealização do herói nacional
d) Tom depressivo
e) Idealização do herói nacional


Barroco


Leia:

BUSCANDO A CRISTO
(Gregório de Matos)

A vós correndo vou, braços sagrados,
Nessa cruz sacrossanta descobertos,
Que, para receber-me, estais abertos,
E, por não castigar-me, estais cravados.

A vós, divinos olhos, eclipsados
De tanto sangue e lágrimas abertos,
Pois, para perdoar-me, estais despertos,
E, por não condenar-me, estais fechados.

A vós, pregados pés, por não deixar-me,
A vós, sangue vertido, para ungir-me,
A vós, cabeça baixa p ‘ra chamar-me.

A vós, lado patente, quero unir-me,
A vós, cravos preciosos, quero atar-me,
Para ficar unido, atado e firme.

1) Que imagem o poema nos propõe na primeira estrofe?

2) No poema, o eu lírico mostra-se:
(           ) pecador
(           ) santo

3) Que expressão do poema o eu lírico revela-se em súplica a Deus?

4) Que interpretação pode ser dada à ultima estrofe?
  
Leia:

Anjo no nome, Angélica na cara!
Isso é ser flor e Anjo juntamente:
Ser Angélica flor e Anjo florente,
Em quem, senão em vós, se uniformara?
Quem vira uma tal flor que a não cortara
De verde pé, da rama florescente;
E quem um Anjo vira tão luzente
Que por seu Deus o não idolatrara?
(Fragmento de “A D. Ângela, de Gregório de Matos)

5) O fragmento do poema acima é exemplo de que lírica de Gregório de Matos?

(           ) sacra
(           ) amorosa
(           ) satírica

6) O jogo de palavras – “anjo / Angélica”; “flor / florente” – representa que característica da poesia barroca?

(           ) Cultismo
(           ) Conceptismo





GABARITO

1) A imagem de Jesus crucificado.
2) ( x ) Pecador
3) A expressão "A vós".
4) O eu lírico pede para ser crucificado.
5) ( x ) Amorosa
6) ( x ) Cultismo


quinta-feira, 7 de maio de 2020

Substantivo


Texto
A paz se constrói a cada instante

          Muitos homens sabem que a paz não se estabeleceu de uma vez por todas e para sempre. Então, pensam bastante em tudo o que é preciso fazer para construí-la e evitar a guerra.
A paz pode ser semeada em qualquer lugar, o tempo todo. Ela se constrói quando aprendemos a história do mundo, quando dialogamos com aqueles que têm ideias diferentes, quando reagimos diante das injustiças.
Na escola, os maiores chantageiam os menores. Um dos alunos vai falar com o diretor para acabar com essa chantagem: esse aluno, não fechando os olhos para o que acontece, reagindo, está construindo a paz. O diretor procura os aproveitadores, aplica-lhes uma punição e explica por que estão sendo punidos: ele está construindo a paz.
Aparece um artigo no jornal propondo que se proíba a transmissão de jogo de futebol pela televisão. Milhares de pessoas reagem e publicam artigos para dizer que não estão de acordo: elas ajudam a construir a paz.
Os líderes de todas as religiões do mundo se reúnem para falar do que têm em comum, de tudo o que é semelhante em suas crenças, da importância da vida. Mostram que é possível dialogar; mesmo não estando de acordo em tudo: eles constroem a paz.
         Os homens optam por não esquecer o passado: juntos, lembram-se do fim de uma antiga guerra. Certo dia, em suas famílias ou comunidades, os mais velhos contam aos jovens como aquela guerra começou, como era a vida naquele período, o que poderiam ter feito para evitá-la: eles constroem a paz.
Em diversas cidades da Europa, por exemplo, para recordar o fim da Segunda Guerra Mundial, os homens construíram monumentos em homenagem aos que morreram lutando. Assim, as pessoas não se esquecem que a guerra existe e que é necessário prestar atenção para que ela não volte.
Nas escolas, os professores ensinam História. E, juntamente com os alunos, tentam compreender por que as guerras explodem em todo o mundo. Raciocinam em conjunto e se perguntam: será que elas podem voltar a acontecer? O que pode ser feito para evitá-las? Agindo assim, eles constroem a paz.
 (Brigitte Labbé e Michel Puech. A guerra e a paz. São Paulo: Scipione, 2002.)

1) Pela leitura do texto, podemos afirmar que:

a) a paz acontece naturalmente.
b) diferentes atitudes praticadas no dia a dia podem semear a paz.
c) a paz é estabelecida, de forma definitiva, no momento em que é conquistada.
d) as guerras fazem parte do passado.
e) as guerras sempre trazem paz.

2) A finalidade do texto é:

a) informar sobre fatos históricos.
b) debater sobre situações cotidianas.
c) apresentar o conceito de “guerra”.
d) convencer as pessoas de uma opinião.
e) divertir o leitor.

3) Leia: “Raciocinam em conjunto e se perguntam: será que elas podem voltar a acontecer? O que pode ser feito para evitá-las?”.
As palavras destacadas nesse fragmento referem-se a que?

4) Leia os dois trechos a seguir:
I – “A paz pode ser semeada em qualquer lugar”
II – “esse aluno, (...), está construindo a paz!
A palavra “paz” aparece nas duas frases, porém suas funções nelas são distintas. Explique essa afirmação.

5) Nas frases “Em diversas cidades da Europa, por exemplo” e “Nas escolas, os professores ensinam História”, os substantivos em destaque, apesar de serem distintos, foram usados com a mesma intenção, que é:

a) identificar lugares históricos presentes em cada uma das frases
b) indicar o lugar onde ocorrem as ações verbais em cada frase
c) fazer o leitor refletir sobre a guerra
d) identificar os locais onde ocorrem as guerras
e) indicar as ações praticadas em cada frase

6) Identifique a frase em que a palavra destacada é “substantivada”:

a) “os mais velhos contam aos jovens como aquela guerra começou”
b) “Muitos homens sabem que a paz não se estabeleceu de uma vez por todas”
c) “Assim, as pessoas não se esquecem que a guerra existe”
d) “Um dos alunos vai falar com o diretor
e) “eles constroem a paz”

7) O substantivo destacado que dá nome a uma ação é:

a) “A paz pode ser semeada em qualquer lugar”
b) “não fechando os olhos para o que acontece
c) “Aparece um artigo no jornal propondo que se proíba a transmissão de jogo de futebol pela televisão”
d) “Os líderes de todas as religiões do mundo se reúnem para falar do que têm em comum”
e) “Certo dia, em suas famílias ou comunidade






GABARITO
1) b
2) d
3) Refere-se à “guerra”.
4) Na frase I, o substantivo “paz” é o termo que rege (conjuga) a locução verbal “pode ser”; em II, o substantivo “paz” é alvo da ação verbal “está construindo”.
5) b
6) a
7) c

Barroco


1) (UNIV. CAXIAS DO SUL) Escolha a alternativa que completa de forma correta a frase abaixo:

A linguagem ______, o paradoxo, ________ e o registro das impressões sensoriais são recursos linguísticos presentes na poesia ________.

a) simples; a antítese; parnasiana.
b) rebuscada; a antítese; barroca.
c) objetiva; a metáfora; simbolista.
d) subjetiva; o verso livre; romântica.
e) detalhada; o subjetivismo; simbolista.

2) Com referência ao Barroco, todas as alternativas são corretas, exceto:

a) O Barroco estabelece contradições entre espírito e carne, alma e corpo, morte e vida.
b) O homem centra suas preocupações em seu próprio ser, tendo em vista seu aprimoramento, com base na cultura greco-romana.
c) O Barroco apresenta, como característica marcante, o espírito de tensão, conflito entre tendências opostas: de um lado, o teocentrismo medieval; de outro, o antropocentrismo renascentista.
d) A arte barroca é vinculada à Contrarreforma.
e) O barroco caracteriza-se pela sintaxe obscura, uso de hipérbole e de metáforas.

3) No Brasil, o Barroco foi introduzido com o poeta:

a) Gregório de Matos
b) Jerônimo Baía
c) Bento Teixeira
d) Bento Gonçalves
e) Camões

4) (UFRS) Considere as seguintes afirmações sobre o Barroco brasileiro:

I. A arte barroca caracteriza-se por apresentar dualidades, conflitos, paradoxos e contrastes, que convivem tensamente na unidade da obra.
II. O conceptismo e o cultismo, expressões da poesia barroca, apresentam um imaginário bucólico, sempre povoado de pastoras e ninfas.
III. A oposição entre Reforma e Contrarreforma expressa, no plano religioso, os mesmos dilemas de que o Barroco se ocupa.

Quais estão corretas:

a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e III.
e) I, II e III





GABARITO
1) b
2) b
3) c
4) d

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Conjunções adverbiais e regência verbal

1) (Enem-2014 - adaptada)

Miss Universo: "As pessoas racistas devem procurar ajuda"

SÃO PAULO - Leila Lopes, de 25 anos, não é a primeira negra a receber a faixa de Miss Universo. A primazia coube a Janelle "Penny" Commissiong, de Trinidad e Tobago, vencedora do concurso em 1977. Depois dela vieram Chelsi Smith, dos Estados Unidos, em 1995; Wendy Fitzwilliam, também de Trindad e Tobago, em 1998, e Mpule Kwelagobe, de Botswana, em 1999. Em 1986, a gaúcha Deise Nunes, que foi a primeira negra a se eleger Miss Brasil, ficou em sexto lugar na classificação geral. Ainda assim a estupidez humana faz com que, vez ou outra, surjam manifestações preconceituosas como a de um site brasileiro que, às vésperas da competição, e se valendo do anonimato de quem o criou, emitiu opiniões do tipo "Como alguém consegue achar uma preta bonita?" Após receber o título, a mulher mais linda do mundo - que tem o português como língua materna e também fala fluentemente o inglês - disse o que pensa de atitudes como essa e também sobre como sua conquista pode ajudar os necessitados de Angola e de outros países.
COSTA, D. Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em: 10 set 2011 (adaptado)

O uso da expressão “ainda assim” presente nesse texto tem como finalidade:

a) criticar o teor das informações fatuais até ali veiculadas, pois trata-se de uma conjunção com sentido de causa.
b) questionar a validade das ideias apresentadas anteriormente, já que é uma conjunção com valor semântico de condição.
c) comprovar a veracidade das informações expressas anteriormente, devido ao seu teor comparativo.
d) introduzir argumentos que reforçam o que foi dito anteriormente, uma vez que seu sentido é semelhante a “conforme”.
e) enfatizar o contrassenso entre o que é dito antes e o que vem em seguida, pois seu valor semântico é de quebra de expectativa.

2) Leia o trecho de O cortiço:

Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.
Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de chumbo. Como que se sentiam ainda na indolência de neblina as derradeiras notas da ultima guitarra da noite antecedente, dissolvendo-se à luz loura e tenra da aurora, que nem um suspiro de saudade perdido em terra alheia.
A roupa lavada, que ficara de véspera nos coradouros, umedecia o ar e punha-lhe um farto acre de sabão ordinário. As pedras do chão, esbranquiçadas no lugar da lavagem e em alguns pontos azuladas pelo anil, mostravam uma palidez grisalha e triste, feita de acumulações de espumas secas.
Entretanto, das portas surgiam cabeças congestionadas de sono; ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar das ondas; pigarreava-se grosso por toda a parte; começavam as xícaras a tilintar; o cheiro quente do café aquecia, suplantando todos os outros; trocavam-se de janela para janela.
(Fragmento de O cortiço, de Aluísio Azevedo, disponível em https://pt.wikisource.org/wiki/Página:O_cortiço.djvu/49)

No trecho “ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar das ondas”, a conjunção “como” garante a  ele sentido de comparação. Esse mesmo sentido é observado em:

a) “Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava”
b) “mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas”
c) “Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de chumbo” 
d) “ dissolvendo-se à luz loura e tenra da aurora, que nem um suspiro de saudade perdido em terra alheia”
e) “ o cheiro quente do café aquecia, suplantando todos os outros”

3) Leia o trecho de Desastre de Sofia:

Podem acusar-me: estou com a consciência tranquila. Qualquer que tivesse sido o seu trabalho anterior, ele o abandonara, mudara de profissão, e passara pesadamente a ensinar no curso primário: era tudo o que sabíamos dele. O professor era gordo, grande e silencioso, de ombros contraídos. Em vez de nó na garganta, tinha ombros contraídos. Usava paletó curto demais, óculos sem aro, com um fio de ouro encimando o nariz grosso e romano. E eu era atraída por ele. Não amor, mas atraída pelo seu silêncio e pela controlada impaciência que ele tinha em nos ensinar e que, ofendida, eu adivinhara. Passei a me comportar mal na sala. Falava muito alto, mexia com os colegas, interrompia a lição com piadinhas, até que ele dizia vermelho: — Cale-se ou expulso a senhora da sala. Ferida, triunfante, eu respondia em desafio: pode me mandar! Ele não mandava, senão estaria me obedecendo. Mas eu o exasperava tanto que se tornara doloroso para mim, ser o objeto do ódio daquele homem que de certo modo eu amava. Não o amava como a mulher que eu seria um dia, amava-o como uma criança que tenta desastradamente proteger um adulto, com a cólera de quem ainda não foi covarde e vê um homem forte de ombros tão curvos. Ele me irritava. De noite, antes de dormir, ele me irritava.
(LISPECTOR, Clarice. A legião estrangeira. São Paulo: Ática, 1977. p. 11)

Reescrevendo o trecho inicial – Podem acusar-me: estou com a consciência tranquila – sem os dois-pontos e mantendo-se o seu sentido original, obtém-se a seguinte construção oracional:

a) Podem acusar-me, embora eu esteja com a consciência tranquila
b) Podem acusar-me, assim com estou com a consciência tranquila
c) Podem acusar-me, desde que esteja com a consciência tranquila
d) Podem acusar-me, pois estou com a consciência tranquila
e) Podem acusar-me, conforme estou com a consciência tranquila

4)








(Disponível em http://walkermoreira.blogspot.com/2013/03/regencia-verbal-assunto-e-exercicio.html)

Atente-se ao diálogo entre os personagens, considerando o uso da regência do verbo “lembrar”. Seria portanto correto afirmar que:

a) em ambas situações o emprego do verbo lembrar está em desacordo com a norma culta, porém é aceitável devido à informalidade da situação comunicativa.
b) em ambas situações o emprego do verbo lembrar está de acordo com a norma culta, apesar da informalidade da situação comunicativa.
c) a formalidade exigida pela situação comunicativa é ferida pelo desvio gramatical no uso do verbo lembrar.
d) em tais situações o verbo lembrar deve ser pronominal, portanto não há desvio à norma culta.
e) apesar de informal, a situação comunicativa exige o uso correto da regência verbal, pois, sem ela, a comunicação será prejudicada.

5)

Segundo as regras da gramática normativa, há uma inadequação de regência verbal na última fala da esposa. Em relação a essa afirmação e ao contexto apresentado na tirinha, identifique o item que contém uma informação que não corresponde com a verdade:

a)      O erro no uso da regência, no contexto dado, não traz prejuízo ao bom entendimento da frase proferida pela personagem.
b)      Por tratar-se de uma situação informal de comunicação, não se aplica o rigor gramatical nas construções frasais.
c)      O gênero textual em análise constrói-se necessariamente por fala, por isso privilegia o uso gramatical com mais afinidade à língua falada, despreocupada com o rigor gramatical.
d)     Usar, como transitivo direto, o verbo “assistir” no sentido de ver ou presenciar é a forma consagrada pela maioria dos falantes da língua portuguesa, especialmente em situações informais de comunicação, como no caso da tirinha em análise.
e)      O erro no uso da regência, no contexto dado, com certeza, prejudicou o bom entendimento da frase, isso justifica, inclusive o “não” dado pelo esposo.





GARITO

1 – e
2 – d
3 – d
4 – a
5 – e




Tipos de predicado e complementos verbais


Texto
Leminski era tão ágil no judô quanto na poesia

Quando o poeta Haroldo de Campos definia Paulo Leminski como “Rimbaud curitibano com físico de judoca”, não estava brincando. Além de escritor, publicitário e professor, o paranaense praticava judô a sério. Conheceu o esporte por intermédio do irmão, aos 20 e poucos anos, e em pouco tempo conquistou a faixa preta.
Nos anos 1960, defendia a seleção paranaense em torneios, participava de campeonatos universitários e até venceu uma disputa com atletas das Forças Armadas. Isso ao mesmo tempo em que dava aulas e fazia poesias. Leminski foi além dos treinos: aprofundou-se no universo da arte marcial. Aprendeu os ideogramas do japonês, impressionado com o poder de síntese dos ícones. Leu filosofia budista, biografias e haicais, modalidade de poema oriental na qual também se aventurou muito.
Devorou até uma Bíblia escrita em japonês. E dizia que a luta o ajudava como poeta: “Você aprende a tirar de dentro de você tudo que é necessário para um momento decisivo. Qualquer hesitação, seja diante de um golpe ou de um poema, pode ser fatal”. Leminski dedicou ao professor de judô da academia Kodokan, o italiano Aldo Lubes, um artigo de 1986: “Aprendi com sensei Aldo não apenas golpes, mas toda a grandeza humana que se oculta por trás da prática de uma arte marcial”. Aldo não ficava atrás em elogios a Paulo, seu amigo e discípulo por 10 anos: “Eu era o mestre, mas com ele aprendi a não ver a vida de uma maneira complicada e material. Ele era a pessoa mais natural do mundo”.
Disponível em: <https://almanaquebrasil.com.br>

1) Conforme a leitura do texto em análise, pode-se afirmar que o autor:

            a) quis prestar uma homenagem ao poeta francês Arthur Rimbaud.
            b)  faz  uma comparação entre duas habilidades desenvolvidas por Leminski.
            c) mostra contradição entre as habilidades desenvolvidas por Leminski.
            d) afirma que o sensei Aldo foi apenas um professor de judô de Leminski.
            e) mostra que para Leminski era consequência de seu trabalho como poeta.

2) O predicado compõe uma oração, sendo a parte que necessariamente contém um verbo ou locução verbal. O núcleo do predicado, no entanto, pode ser um verbo, um nome ou os dois. E isso determina a sua classificação. A alternativa que apresenta o tipo correto de predicado é:

a) ‘Quando o poeta Haroldo de Campos definia Paulo Leminski como “Rimbaud curitibano com físico de judoca”’ – predicado verbal
b) “Conheceu o esporte” – predicado nominal
c) “participava de campeonatos universitários” – predicado verbo-nominal
d) “Ele era a pessoa mais natural do mundo” – predicado nominal
e) “Devorou até uma Bíblia” – predicado verbo-nominal

3) Releia este trecho: “E dizia que a luta o ajudava como poeta”. Realizando sua análise sintática, é correto concluir que:

a)      o termo “como poeta” exerce função de objeto indireto.
b)      o verbo “torturar” é transitivo direto, portanto “nos” é o seu objeto direto.
c)      a primeira oração contém um verbo intransitivo.
d)     o pronome oblíquo “o” é objeto direto do verbo ajudar.
e)      A forma verbal “ajudava”, no presente contexto, é verbo de ligação.

4) O objeto indireto ocorre quando, numa oração, o verbo transita para seu complemento por meio de uma preposição. Esse fenômeno está exemplificado na oração:

a)      "não estava brincando”
b)      "Além de escritor, publicitário e professor”
c)      “participava de campeonatos universitários
d)     “dava aulas e fazia poesias"
e)      “venceu uma disputa

5) Predicativo é um termo oracional que expressa uma característica ou um atributo de um outro elemento da oração, podendo ser este refente ao sujeito ou o objeto. Além disso, o predicativo está presente nos predicados nominais e nos verbo-nominais. Dessa forma, indique a frase cujo termo destacado está corretamente classificado.

            a) “Eu era o mestre” - predicativo do sujeito
            b) “conquistou a faixa preta” - predicativo do objeto
            c) “Ele era a pessoa mais natural do mundo” - predicativo do objeto
            d) “Aprendeu os ideogramas do japonês” - predicativo do sujeito
            e)  “Qualquer hesitação, (...), pode ser fatal” - predicativo do objeto.






GABARITO

1 – b
2 – d
3 – d
4 – c
5 - a