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Verso e Prosa: poesias para a alma, crônicas para a vida (livro impresso): https://clubedeautores.com.br/livro/verso-e-prosa-2

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CONHECENDO O AUTOR DO BLOG

O professor e escritor Marcos Cortinovis Carvalho nasceu no Rio de Janeiro, na capital, em 1975. Após estabelecer-se profissionalmente como professor, foi morar em Mangaratiba, município da Costa Verde fluminense, onde permaneceu por três anos. Atualmente reside em Itaguaí, município da região metropolitana do Rio de Janeiro, compreendida entre a Baixada Fluminense e a Costa Verde.

Casou-se em 1998, tem dois filhos e um neto. Estudou Direito, mas não chegou a se formar, trancou o curso quando iniciou o quinto ano da faculdade e, em seguida, ingressou no curso de Letras. Fez especialização em Linguística e Língua Portuguesa e cursou Mestrado, cuja pesquisa volta-se à leitura e produção textual de alunos em privação de liberdade.

É professor da Rede Estadual de Ensino do Rio de Janeiro, possui duas matrículas públicas: por uma delas, é lotado em uma escola situada em um presídio, onde, além de lecionar Língua Portuguesa e Literatura, coordena trabalhos extraclasse – o Festival de Música e o Café Literário – os quais visam não apenas o desenvolvimento intelectual dos alunos, mas também a sensibilidade artística deles; por outra matrícula, leciona Português e Literatura em Itaguaí.

Lançou-se pela primeira vez no mundo da literatura como escritor com a obra "Nos trilhos do trem e outras crônicas", em que, além de outros temas, inspira-se no dia a dia do trem suburbano do Rio de Janeiro.

Além disso, inspirou-se em cronistas pelos quais tem grande admiração – Luís Fernando Veríssimo, Stanislaw Ponte Preta, Rubem Braga e Zuenir Ventura – e pretende alçar mais voos no universo literário.

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sexta-feira, 19 de julho de 2019

Processo de formação de palavras, adjetivo


Texto I

O rápido e grande avanço observado no ambiente da produção, por meio do surgimento de novas estratégias de manufatura, impôs mudanças profundas na forma de produzir. Uma das técnicas mais atingidas por essas mudanças é a que se refere ao gerenciamento de custos.
Até os anos 70, as despesas diretas de mão-de-obra e material respondiam pela quase totalidade dos custos totais. Despesas indiretas, como qualidade, controle de produção, compras etc., representavam uma pequena proporção desses custos. Em decorrência, os métodos tradicionais de alocação das despesas indiretas recomendavam, por uma questão de simplificação, meramente ratear tais despesas, com base em critérios pouco complexos.
Entretanto, a estrutura de custos dos produtos vem alterando-se muito nos últimos tempos. Antes, as despesas indiretas representavam apenas algo em torno de 5% dos custos; hoje, já alcançam valores médios superiores a 35%, havendo casos de empresas em que elas podem atingir 70%.
Por outro lado, no passado, os custos de medição das despesas eram elevados, e a diversificação dos produtos, pequena. Hoje, com o avanço tecnológico, os custos de medição estão menores e permitem apuração mais precisa. Nos tempos atuais, também a diversidade de produtos e serviços vem crescendo devido à tendência de se procurar atingir uma operação que atenda aos clientes com produtos e serviços personalizados. Essas considerações permitem afirmar que o sistema tradicional de levantamento de custos tornou-se inadequado.
(Adaptado de COGAN, Samuel. São Paulo: RAE - Revista de Administração de Empresas, volume 39, número 2, abriljunho de 1999, p. 47)


    1)    (FGV-2002) Na relação entre verbos e substantivos, é comum que, a partir dos primeiros, formem-se os segundos, com a introdução de sufixos. Isso acontece, por exemplo, entre balancear e balanceamento, curtir e curtição. Não obstante, entre manufaturar e manufatura (segunda linha do texto), o processo é diferente. Das palavras a seguir, extraídas do texto, qual delas é um substantivo, cuja formação seja semelhante à de manufatura

a)    Estratégias.
b)    Totalidade.
c)    Mudanças.
d)    Avanço.
e)    Despesa.

2) A partir da leitura do texto, identifique o único item que contém uma informação incorreto sobre ele: 

a)    Mudanças na forma de produção puderam ser observadas devido aos avanços alcançados por esse setor.
b)    As despesas com qualidade e controle de produção, por exemplo, correspondem a uma proporção pequena de custos.
c)   No ano de 1998, foram grandes os custos de medição das despesas, porém a diversificação dos produtos foi baixa.
d)  Atualmente, a diversidade de produtos e serviços cresce em decorrência da tendência de se procurar atingir uma operação que atenda aos clientes com produtos e serviços personalizados.
e)    Houve pouca alteração, ultimamente, na estrutura de custos dos produtos.

3) Como vimos, na língua portuguesa há vários processos de formação de palavras. Identifique o processo utilizado nos seguintes vocábulos:

a)   Mão-de-obra:
b)   Simplificação:
c)  Indiretas: 

d)    Inadequado:

4) Conforme o texto, qual a consequência que os avanços tecnológicos trouxeram aos custos?

Texto II

 Se você gritasse,
 se você gemesse,
 se você tocasse
 a valsa vienense,
 se você dormisse,
 se você cansasse,
 se você morresse...

 Mas você não morre,
 você é duro, José!
(Fragmento de “E agora, José”, de Carlos Drummond de Andrade)


    5) A anáfora é uma figura de linguagem caracterizada pela repetição contínua de uma ou mais palavras no começo de períodos. No poema lido, essa repetição: 

a)    representa uma ênfase na mensagem que é passada.
b)    representa um erro gramatical.
c)    torna o texto cansativo, pois não evolui a ideia que pretende transmitir.
d)    mostra falta de criatividade do poeta.
e)    Traz ao texto maior subjetividade, ao mostrar a singeleza do eu lírico em relação a José.

6)    No último verso do poema há um adjetivo:

a)    Identifique-o:
b)    Considerando o contexto apresentado, qual a significação desse adjetivo?


Texto II










   7) Explique o motivo pelo qual um dos personagens indagou ao outro se ele fora enxotado através de um pleonasmo.

       8) Tirinhas são textos de humor, que misturam linguagem verbal e não verbal. Como se faz a construção do humor na tirinha em apreço?

a)    Através da pergunta que é feita pelo personagem no segundo quadrinho.
b)    Através do desconhecimento da gramática, mostrado pela personagem no primeiro quadro.
c)    Através da ambiguidade criada pelo personagem, como pode se verificar entre a primeira e a última fala da tirinha.
d)    Através da expressão dos personagens no segundo quadrinho.
e)    Através da última imagem, em que o cachorro derruba sua dona.

     9)    Em tirinhas, é comum o uso de linguagens típicas da língua falada, como em:

a)    PRA
b)    ELA
c)    ENTÃO
d)    FORA
e)    ENTENDI

         10) Analisando todo o contexto da tirinha, o que personagem teria querido dizer com                  o adjetivo “capaz”, no segundo quadro?









GABARITO

1) d
2) e
3) 
a) Composição por justaposição
b) Derivação sufixal
c) Derivação prefixal
d) Derivação prefixal
4) Os custos estão menores e permitem apuração maios preciosa.
5) a
6)
a) duro
b) perseverante
7) A indagação ocorre devido ao uso da frase "saia pra fora".
8) Através da ambiguidade de sentido da expressão "saia pra fora", conforme se observa no último quadro.
9) a
10) Quis dizer que sua dona não teria "coragem" de colocá-lo para fora.







segunda-feira, 29 de abril de 2019

Processo de Formação de Palavras e Colocação Pronominal

Texto I

Pela Internet
(Gilberto Gil)

Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje

Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé

Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer

1)    Na primeira estrofe da canção de Gilberto Gil, são apresentadas algumas palavras do universo da informática?

a)    Identifique-as. 

b)    Essas palavras são de que idioma?

2)    Usar palavras de outro idioma no nosso, dentro de um contexto comunicativo, recebe que nome, segundo os estudos gramaticais?

3)    Releia os seguintes versos: 

Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje

Em relação ao uso do pronome oblíquo “se”, marque (v) para verdadeiro ou (f) para falso: 

a)    (    ) Ele foi empregado em próclise.
b)    (    ) Segundo a regra gramatical, ele deveria estar em ênclise.
c)    (    ) A liberdade poética não permite que, nesse caso, o pronome esteja no início do verso.
d)    (    ) Já que a forma verbal ”faz” está no futuro, o pronome “se” deveria estar no meio do verbo.

4)    Nos versos “Que veleje nesse infomar / Que aproveite a vazante da infomaré”, as palavras em destaque não existem em nosso idioma, mas elas fazem sentido dentro do contexto do texto. A essa ocorrência, dá-se o nome de:

a)    Estrangeirismo
b)    Neologismo
c)    Sujeito simples
d)    Sujeito composto

5)    Explique como essas palavras foram criadas. 

6)    Neologismos também ocorrem quando damos novos significados a palavras que já existem em nosso idioma. Isso ocorre em todas as palavras destacas nos itens a seguir, EXCETO em: 

a.    Meu vizinho fez um gato na luz.
b.    A apresentadora Maísa lacrou ontem na entrega da premiação.
c.    Se arrumou tanto que ficou um gato.
d.    A Defesa Civil lacrou o estabelecimento, pois havia risco de novas explosões.

Texto II

Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém
Pedro pedreiro fica assim pensando […]
(Fragmento de Pedro Pedreiro, de Chico Buarque)

7)    No texto II, há uma palavra que destoa do vocabulário formal da língua portuguesa. Que  palavra é essa?

8)    Considerando o contexto da composição de Chico Buarque, que palavra do vocabulário formal da língua portuguesa pode ser usada no lugar dessa que destoa?


Texto III
Neologismo
(Manuel Bandeira)

Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo
Teadoro, Teodora.

9)     Sobre o texto III é correto afirmar que:

a) o verbo "teadorar" e o substantivo próprio "Teodora" são palavras que possuem a mesma origem.
b) as classes das palavras que compõem a estrutura do vocábulo "teadorar" são pronome (te) e verbo (adorar).
c) o verbo "teadorar" não possui significação exata no poema de Manuel Bandeira.
d) a palavra “teadorar” não existe na língua portuguesa e, nesse caso, o poeta cometeu um grave erro gramatical.

10) O poema chama-se Neologismo, pois:

a) dá ideia de coisa ultrapassada;
b) encerra uma mensagem otimista;
c) apresenta características de versos soltos;
d) introduz palavras novas na língua.



GABARITO

1)     

a)    Web site, home-page, gigabytes.

b)    Inglês


2)    Estangeirismo


3)     
a)    V
b)    V
c)    F
d)    F

4)    Opção “b” - Neologismo

5)    Foram formadas por composição por aglutinação: “informar” – informática + mar; e “infomaré” – informática + maré. 

6)    Opção “d” - A Defesa Civil lacrou o estabelecimento, pois havia risco de novas explosões.

7)    “penseiro”

8)    Pensativo.
9)    Opção “b” - as classes das palavras que compõem a estrutura do vocábulo "teadorar" são pronome (te) e verbo (adorar).

10) Opção “d”- introduz palavras novas na língua.

sábado, 16 de março de 2019

Processo de formação de palavras


A partir da leitura do texto a seguir, faça as questões de 1 a 4.

O lance aconteceu num final de tarde, no trem, quando eu retornava do trabalho. O sujeito vendia itens de informática. Dentre eles, havia um que me chamou a atenção, era algo interessante e parecia bastante útil. Um objeto pequeno que conectado ao celular permite a leitura de pendrive, ou seja, tudo que se carrega em um pendrive pode ser visto na tela do celular. De fato, útil. De fato interessante. E, entre as suas vantagens, o ambulante lança: “Não é necessário ‘desvaziar’ a memória do celular.” – certamente, ele falava de aparelhos cuja memória é de pouca capacidade.
Nesse momento, meu tempo parou... Não conseguia pensar em mais nada, a não ser em “desvaziar” – DES (prefixo que indica ação contrária), associado a ESVAZIAR (verbo transitivo direto, que significa tornar vazio). O que ele quisera dizer, então? Seria “não não tornar vazio”? Quisera ele intensificar, como no uso de advérbio, o “não esvaziar”? Se ele tivesse falado “desencher”, seria pior o entendimento?
Na verdade, esses meus questionamentos eram desrelevantes ou inconsideráveis, pois o uso das palavras no português é muito rico em várias situações e lugares e propício a novas formações.

(Fragmento de “Desvaziar”, de Marcos Cortinovis Carvalho. Nos trilhos do trem e outras crônicas, Editora Multifoco)

1)      No texto, o cronista usa a palavra pendrive. Essa palavra é utilizada na língua portuguesa através de um processo chamado:

a)      Hibridismo
b)      Estrangeirismo
c)      Justaposição
d)     Parassíntese
e)      Derivação imprópria

2)      É correto afirmar que o termo “desvaziar”:

a)      é uma gíria comumente usada pelos ambulantes.
b)      forma-se pela junção de um prefixo e um sufixo ao radical da palavra vazio, sendo uma derivação prefixal e sufixal.
c)      é um hibridismo, pois é formado a partir da junção de radicais que pertencem a línguas diferentes.
d)     forma-se pela junção de um prefixo e um sufixo ao radical da palavra vazio, sendo uma derivação parassintética.
e)      Não passa por um processo de formação de palavras válido na língua portuguesa.

3)   O autor, aderindo à moda do ambulante,  usa os termos “desrelevantes” (aquilo que não se deve ser relevado) e “inconsideráveis” (aquilo que não se deve considerar). Essas palavras, apesar de incomuns na língua portuguesa, passam por um processo de formação de palavras válido no idioma. Esse processo chama-se:

a)      derivação prefixal
b)      composição por aglutinação
c)      abreviação
d)     derivação parassintética
e)      derivação prefixal e sufixal

4)      Por que a palavra “desvaziar” chamou a atenção do autor do texto?

a)      Porque é uma palavra usada apenas em situações formais de comunicação, o que não condiz com a venda de itens em um trem.
b)      Porque é uma palavra inventada pelo ambulante e que não passa por nenhum processo de formação de palavras válido na língua portuguesa.
c)      Porque, apesar de não ter um significado coerente para o contexto em que ele a usou, a palavra pode facilmente ser compreendida.
d)      Porque ele achou que o ambulante queria, somente, chamar a atenção dos passageiros, usando uma palavra diferente.
e)      Porque, para o autor, o ambulante deveria ser mais claro quando vende seus produtos.

5)      (Enem 2010)

Carnavália

Repique tocou
O surdo escutou
E o meu corasamborim
Cuíca gemeu, será que era meu, quando ela passou por mim?

[…] ANTUNES, A.; BROWN, C.; MONTE, M. Tribalistas, 2002 (fragmento)

No terceiro verso, o vocábulo “corasamborim”, que é a junção coração + samba + tamborim, refere-se, ao mesmo tempo, a elementos que compõem uma escola de samba e a situação emocional em que se encontra o autor da mensagem, com o coração no ritmo da percussão. Essa palavra corresponde a um(a):

a)      estrangeirismo, uso de elementos linguísticos originados em outras línguas e     representativos de outras culturas.
b)      neologismo, criação de novos itens linguísticos, pelos mecanismos que o sistema da língua disponibiliza.
c)      gíria, que compõe uma linguagem originada em determinado grupo social e que pode vir a se disseminar em uma comunidade mais ampla.
d)     regionalismo, por ser palavra característica de determinada área geográfica.
e)      termo técnico, dado que designa elemento de área específica de atividade.





GABARITO

1 – b
2 – d
3 – d
4 – c
5 - b