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CONHECENDO O AUTOR DO BLOG

O professor e escritor Marcos Cortinovis Carvalho nasceu no Rio de Janeiro, na capital, em 1975. Após estabelecer-se profissionalmente como professor, foi morar em Mangaratiba, município da Costa Verde fluminense, onde permaneceu por três anos. Atualmente reside em Itaguaí, município da região metropolitana do Rio de Janeiro, compreendida entre a Baixada Fluminense e a Costa Verde.

Casou-se em 1998, tem dois filhos e um neto. Estudou Direito, mas não chegou a se formar, trancou o curso quando iniciou o quinto ano da faculdade e, em seguida, ingressou no curso de Letras. Fez especialização em Linguística e Língua Portuguesa e cursou Mestrado, cuja pesquisa volta-se à leitura e produção textual de alunos em privação de liberdade.

É professor da Rede Estadual de Ensino do Rio de Janeiro, possui duas matrículas públicas: por uma delas, é lotado em uma escola situada em um presídio, onde, além de lecionar Língua Portuguesa e Literatura, coordena trabalhos extraclasse – o Festival de Música e o Café Literário – os quais visam não apenas o desenvolvimento intelectual dos alunos, mas também a sensibilidade artística deles; por outra matrícula, leciona Português e Literatura em Itaguaí.

Lançou-se pela primeira vez no mundo da literatura como escritor com a obra "Nos trilhos do trem e outras crônicas", em que, além de outros temas, inspira-se no dia a dia do trem suburbano do Rio de Janeiro.

Além disso, inspirou-se em cronistas pelos quais tem grande admiração – Luís Fernando Veríssimo, Stanislaw Ponte Preta, Rubem Braga e Zuenir Ventura – e pretende alçar mais voos no universo literário.

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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Tipos de predicado e complementos verbais


Texto
Leminski era tão ágil no judô quanto na poesia

Quando o poeta Haroldo de Campos definia Paulo Leminski como “Rimbaud curitibano com físico de judoca”, não estava brincando. Além de escritor, publicitário e professor, o paranaense praticava judô a sério. Conheceu o esporte por intermédio do irmão, aos 20 e poucos anos, e em pouco tempo conquistou a faixa preta.
Nos anos 1960, defendia a seleção paranaense em torneios, participava de campeonatos universitários e até venceu uma disputa com atletas das Forças Armadas. Isso ao mesmo tempo em que dava aulas e fazia poesias. Leminski foi além dos treinos: aprofundou-se no universo da arte marcial. Aprendeu os ideogramas do japonês, impressionado com o poder de síntese dos ícones. Leu filosofia budista, biografias e haicais, modalidade de poema oriental na qual também se aventurou muito.
Devorou até uma Bíblia escrita em japonês. E dizia que a luta o ajudava como poeta: “Você aprende a tirar de dentro de você tudo que é necessário para um momento decisivo. Qualquer hesitação, seja diante de um golpe ou de um poema, pode ser fatal”. Leminski dedicou ao professor de judô da academia Kodokan, o italiano Aldo Lubes, um artigo de 1986: “Aprendi com sensei Aldo não apenas golpes, mas toda a grandeza humana que se oculta por trás da prática de uma arte marcial”. Aldo não ficava atrás em elogios a Paulo, seu amigo e discípulo por 10 anos: “Eu era o mestre, mas com ele aprendi a não ver a vida de uma maneira complicada e material. Ele era a pessoa mais natural do mundo”.
Disponível em: <https://almanaquebrasil.com.br>

1) Conforme a leitura do texto em análise, pode-se afirmar que o autor:

            a) quis prestar uma homenagem ao poeta francês Arthur Rimbaud.
            b)  faz  uma comparação entre duas habilidades desenvolvidas por Leminski.
            c) mostra contradição entre as habilidades desenvolvidas por Leminski.
            d) afirma que o sensei Aldo foi apenas um professor de judô de Leminski.
            e) mostra que para Leminski era consequência de seu trabalho como poeta.

2) O predicado compõe uma oração, sendo a parte que necessariamente contém um verbo ou locução verbal. O núcleo do predicado, no entanto, pode ser um verbo, um nome ou os dois. E isso determina a sua classificação. A alternativa que apresenta o tipo correto de predicado é:

a) ‘Quando o poeta Haroldo de Campos definia Paulo Leminski como “Rimbaud curitibano com físico de judoca”’ – predicado verbal
b) “Conheceu o esporte” – predicado nominal
c) “participava de campeonatos universitários” – predicado verbo-nominal
d) “Ele era a pessoa mais natural do mundo” – predicado nominal
e) “Devorou até uma Bíblia” – predicado verbo-nominal

3) Releia este trecho: “E dizia que a luta o ajudava como poeta”. Realizando sua análise sintática, é correto concluir que:

a)      o termo “como poeta” exerce função de objeto indireto.
b)      o verbo “torturar” é transitivo direto, portanto “nos” é o seu objeto direto.
c)      a primeira oração contém um verbo intransitivo.
d)     o pronome oblíquo “o” é objeto direto do verbo ajudar.
e)      A forma verbal “ajudava”, no presente contexto, é verbo de ligação.

4) O objeto indireto ocorre quando, numa oração, o verbo transita para seu complemento por meio de uma preposição. Esse fenômeno está exemplificado na oração:

a)      "não estava brincando”
b)      "Além de escritor, publicitário e professor”
c)      “participava de campeonatos universitários
d)     “dava aulas e fazia poesias"
e)      “venceu uma disputa

5) Predicativo é um termo oracional que expressa uma característica ou um atributo de um outro elemento da oração, podendo ser este refente ao sujeito ou o objeto. Além disso, o predicativo está presente nos predicados nominais e nos verbo-nominais. Dessa forma, indique a frase cujo termo destacado está corretamente classificado.

            a) “Eu era o mestre” - predicativo do sujeito
            b) “conquistou a faixa preta” - predicativo do objeto
            c) “Ele era a pessoa mais natural do mundo” - predicativo do objeto
            d) “Aprendeu os ideogramas do japonês” - predicativo do sujeito
            e)  “Qualquer hesitação, (...), pode ser fatal” - predicativo do objeto.






GABARITO

1 – b
2 – d
3 – d
4 – c
5 - a

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Tipos de Predicado e Complementos Verbais


O texto I serve de base às questões 1 e 2

Texto I
O ASSASSINO ERA O ESCRIBA
(Paulo Leminski)

Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida,
regular como um paradigma da 1ª conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conectivos e agentes da passiva, o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.

1)      O predicado é tudo aquilo que constitui a oração, com exceção do sujeito. Os predicados devem possuir necessariamente um verbo; contudo, o núcleo do predicado pode ser um verbo, um nome ou os dois. A alternativa que possui classificação errada quanto ao predicado é:

a) “Casou com uma regência” – predicado verbal
b) „Foi infeliz” – predicado nominal
c) “E ela era bitransitiva” – predicado nominal
d) “Acharam um artigo indefinido em sua bagagem” – predicado verbo-nominal
e) “Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça – predicado verbal

2)      Releia este trecho:  “ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito / assindético de nos torturar com um aposto”. Marque o item verdadeiro quanto à sua análise:

a)      Os termos “dúvidas” e “nos” têm a mesma função – objeto indireto.
b)      O verbo “torturar” é transitivo direto, portanto “nos” é o seu objeto direto.
c)      A primeira oração contém predicado nominal.
d)     O termo “assindético” é predicativo do objeto “um jeito”.
e)      “com um aposto”, apesar de conter preposição, não é objeto direto.

O texto II serve de base às questões 3 e 4

Texto II
Gripado, penso entre espirros em como a palavra gripe nos chegou após uma série de contágios entre línguas. Partiu da Itália em 1743 a epidemia de gripe que disseminou pela Europa, além do vírus propriamente dito, dois vocábulos virais: o italiano influenza e o francês grippe. O primeiro era um termo derivado do latim medieval influentia, que significava “influência dos astros sobre os homens” . O segundo, apenas a forma nominal do verbo gripper, isto é, “agarrar” . Supõe-se que fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do organismo infectado.
(RODRÍGUES, S. Sobre palavras.Veja, São Paulo. 30 nov. 2011.)

3)      Para se entender o trecho como uma unidade de sentido, é preciso que o leitor reconheça a ligação entre seus elementos. Nesse texto, a coesão é construída predominantemente pela retomada de um termo por outro e pelo uso da elipse (ocultação). O fragmento do texto em que há coesão por elipse do verbo de ligação é:


a)      "[...] a palavra gripe nos chegou após uma série de contágios entre línguas.”
b)      "Partiu da Itália em 1743 a epidemia de gripe [...]” .
c)      “O primeiro era um termo derivado do latim medieval influentia, que significava ‘influência dos astros sobre os homens’ .”
d)     “O segundo, apenas a forma nominal do verbo gripper [...]"
e)      “Supõe-se que fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do organismo infectado.”

4)      Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto II, identifique o item que contém uma afirmação verdadeira.

a)      entre espirros” é complemento da forma verbal “penso”.
b)      O pronome obliquo “nos”, na frase “a palavra gripe nos chegou”, é objeto indireto do verbo chegar.
c)      O termo “da Itália” é objeto indireto pleonástico.
d)     Há um predicativo do objeto em “O primeiro era um termo derivado do latim medieval influentia”.
e)      No final do texto, o termo “do organismo infectado” é objeto direto da forma verbal “se apossa”.

5)      Leia o fragmento de Padre Vieira:

“O trigo não picou os espinhos, antes os espinhos o picaram a ele... Cuidais que o sermão vos picou a vós”.

O verbo “picar” aparece três vezes no texto. Considerando a ligação entre esse verbo e seus complementos no texto, pode-se concluir que:

a) “a ele” é objeto direto preposicionado da forma verbal “picaram”.
b) “os espinhos” é objeto indireto da forma verbal “picou”.
c) “os espinhos” é objeto direto nas duas vezes que ele aparece no texto.
d) Em “o picaram a ele”, há um objeto direto “o”, e um objeto indireto “a ele”.
e) Na frase final, os termos “vos” e “a vós” são, respectivamente, objeto direto e objeto indireto.











GABARITO

1 – d
2 – b
3 – d
4 – b
5 - a